BRASÍLIA – A vacina contra a Covid para crianças finalmente passou a fazer parte do Programa Nacional de Imunizações. É um marco importante, porque em quase meio século de existência, o PNI erradicou diversas doenças com a adesão da população brasileira.

Pais e crianças levaram cartazes para o protesto em frente ao prédio do Ministério da Saúde no Rio. Em cada frase, uma convicção: “Vacina é direito”, “Vacina é segura” “Vacinas salvam vidas”. “Vacina para as crianças já”, pediram em coro.

A confiança no poder das vacinas está amparada na ciência e, no caso do Brasil, em uma longa história de sucesso. Todo brasileiro tem encontro marcado com elas desde a hora em que nasce. Ainda nas primeiras horas de vida, as crianças são protegidas contra a hepatite B. Logo depois, vem a BCG contra a tuberculose.

A confeiteira Fabiana Oliveira, mãe de Daniel, de 6 meses, e de Davi, de 2 anos, conhece bem essa rotina. A carteira de vacinação em dia significa saúde.

O Programa Nacional de Imunizações foi criado em 1973 para prevenir doenças graves. Atualmente, o SUS oferece 19 vacinas de rotina, todas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

Em 1986, o Brasil acabou criando o Zé Gotinha, que deu impulso à campanha contra a polio, que causa a paralisia infantil. Oito anos depois, o país recebeu da Organização Panamericana de Saúde o certificado de erradicação da doença.

A ex-diretora do Programa Nacional de Imunizações Carla Dominguez defende que, desta vez, a prioridade deve ser vacinar as crianças contra a Covid-19.

BNC Brasil

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