BRASÍLIA – O PSOL protocolou, nesta terça-feira (7), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o aumento da contribuição previdenciária de funcionários públicos, proposta por Michel Temer na Medida Provisória 805.

A proposta editada pelo presidente golpista quer que todos os funcionários públicos que ganhem acima do teto do INSS, ou seja, R$5.531,31, paguem 14% de contribuição previdenciária. Antes, o índice era de 11%. Temer também adiou para 2019 os reajustes salariais para os servidores federais, antes previsto para 2018.

A ação do PSOL contesta a MP por não se tratar de questão urgente, um dos quesitos necessários, segundo a Constituição, para a edição pelo Poder Executivo desse tipo de medida. O partido também afirma que o aumento salarial foi adquirido em lei, não cabendo ação para postergar.

Ao jornal Brasil de Fato, o deputado Glauber Braga, líder do PSOL na Câmara, falou sobre a proposta de Temer e a ação do partido. “É absurdo e inconstitucional que o governo mande propostas que ampliam a contribuição previdenciária dos servidores públicos, postergue aumento que já estava estabelecido para o ano de 2018 e ao mesmo tempo que amplie o prazo da renegociação de dívidas, incluindo deputados e senadores que são donos ou sócios de empresas, em um valor estimado em R$ 3 bilhões”, afirmou.

BNC Política

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