Pesquisa BTG: Sem Lula, Bolsonaro vai a 30%, Ciro e Haddad crescem

BRASÍLIA – A primeira pesquisa realizada e publicada após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o direito de Lula ser candidato – já que o Ibope e o Datafolho decidiram não publicar seus levantamentos -, e após o ataque contra Bolsonaro, ocorrido na última quinta-feira (6), indica que o candidato do PSL chegou a 30% das intenções de voto.

Apesar das pesquisas anteriores já apontarem que, caso o Lula estivesse fora do páreo Bolsonaro cresceria alguns pontos, a grande mídia tratou a sua elevação como resultado de uma suposta “comoção” entre os eleitores em solidariedade ao candidato da ultradireita.

O estudo teve 2.000 entrevistas em todo o país, nos dia 8 e 9 de setembro (sábado e domingo). A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-01522/2018. Leia a íntegra do relatório.

A novidade da pesquisa é que o segundo lugar passa a ser ocupado pelo candidato Ciro Gomes (PDT), com 12%. A terceira posição está embolaa em um empate técnico na margem de erro com os três candidatos, todos com 8%: Fernando Haddad (PT) – que não foi apresentando aos eleitores como o indicado pelo Lula, Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB).

Na pesquisa anterior, sem Lula na disputa, o cenário era esse. Bolsonaro teria 26% dos votos, enquanto Ciro teria 12%. Logo depois, Marina Silva (Rede), com 11%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 8%; Fernando Haddad tinha 6%, ou seja, elevu o ser percentual.

No cenário espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos presidenciáveis, o presidente Lula aparece com 12% das intenções de voto, o que evidencia os efeitos da decisão do TSE que cassou o seu registro de candidato. Neste cenário, Jair Bolsonaro (PSL) registrou 26%. 

Na pesquisa anterior, feita um dia após a decisão do TSE, a intenção de voto a Lula empatou com Bolsonaro, ambos com 21%. No mesmo cenário da pesquisa realizada há duas semanas, Lula tinha 26% e Bolsonaro, 19%.

Ainda no cenário espontâneo, Ciro Gomes se mantém logo atrás do petista e pontua 7%, seguido por Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e João Amoêdo (Novo) seguem empatados com 3%.

Na pesquisa, quando Haddad é apresentado como o candidato apoiado por Lula, as intenções de voto do petista passam de 19% para 20% dos eleitores que afirma votar nele “com certeza”). Os que afirmam que “poderiam votar” nele caiu de 14% para 12%. Com isso, o potencial de votos em Haddad com o apoio do ex-presidente oscila de 33% e 32%.

Ao serem questionados sobre os candidatos que não votariam de jeito nenhum, os entrevistados apontam Marina Silva como a mais rejeitada, com 64%. Em seguida, Alckmin aparece com 61%.

Fernando Haddad e Henrique Meirelles aparecem empatados, ambos com 52%. Entre os nomes testados, Ciro Gomes e Bolsonaro aparecem com 51%.

As pesquisas mostram que boa parte da população ainda não tem candidato. O levantamento do BTG perguntou quem vai comparecer com certeza no dia da eleição. 74% confirmaram que com certeza irão votar e 13% disseram que provavelmente irão. Em contrapartida, 7% disseram que com certeza não irão votar e 3% dizem ainda estar indecisos.

Nesse questionário, Haddad vai de 6% para 8%, sem a informação do apoio de Lula. Os percentual do que afirmaram não votar em nenhum dos candidatos recuou de 18% para 13% e os que disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto chega a 3%.

Em relação à rejeição, Bolsonaro e Ciro se mantiveram estáveis em relação à pesquisa anterior com 51%. Marina Silva, porém, viu sua rejeição passar de 58% para 64%, ficando à frente do tucano Geraldo Alckmin, que é refutado por 61% do eleitorado, contra 63% anteriormente. Haddad e Henrique Meirelles (MDB) tiveram queda de 55% para 52%.

A pesquisa FSB/BTG Pactual, foi divulgada nesta segunda-feira (3), e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01057/2018 no TSE. Ao todo, foram ouvidos 2 mil eleitores e a margem de erro foi estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Do Portal Vermelho

BNC Política

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