Pela 1ª vez na carreira, Philippe Coutinho marcou em 3 jogos seguidos pela Seleção Brasileira

GRANDE ILHA – Dois gols em dois jogos. Melhor em campo em ambos. A feição de bravura, e não de braveza, após concluir com precisão a mais importante das finalizações da seleção brasileira em dois anos com Tite no comando. Este é Philippe Coutinho, e, pelo menos enquanto Neymar não retoma as condições ideais, é o protagonista da equipe na Copa do Mundo.

Ao mandar a bola por entre as pernas de Keylor Navas, já nos acréscimos, o meia do Barcelona chegou a três partidas consecutivas da Seleção com gols, um recorde em sua carreira. Mas não é só isso. Suas atuações numa posição-função até então poucas vezes exercidas na Seleção têm sido convincentes a ponto de “obrigar” Tite a mexer em Paulinho, outrora intocável e líder em minutos jogados – agora ele divide o posto com o goleiro Alisson. 

Minutos jogados com Tite:

Alisson e Paulinho: 1753
Miranda: 1611
Coutinho: 1530
Gabriel Jesus: 1512
Neymar: 1502

Vale uma breve viagem no tempo. Em agosto de 2016, ao assumir o comando, Tite estabeleceu a mais equilibrada das disputas por posição no lado direito do ataque. Depois de dois jogos, Coutinho ganhou a posição de Willian, mas vê-lo por dentro, e não na ponta, era um desejo antigo do técnico, que teve tentativas frustradas de achar um armador. 

Lesões do próprio Coutinho e de companheiros adiaram essa experiência, mas valeu a pena esperar. O melhor jogador do Brasil na Copa do Mundo, por enquanto, tem levado Tite a fazer alterações em seu entorno para corrigir problemas, mas jamais em seu posicionamento, aparentemente consolidado. 

Coutinho é um dos meias centrais do 4-1-4-1 de Tite. O outro é Paulinho. Eles são companheiros de Barcelona há pouco tempo, mas ainda sentem dificuldade de combinarem mais jogadas na Seleção. Na última sexta-feira, a tentativa de mudança foi ousada, com Firmino no lugar de Paulinho. Deu certo. Com ele em campo, saíram os gols da vitória sobre a Costa Rica. 

Antes, na estreia diante da Suíça, Paulinho também havia sido substituído, só que por Renato Augusto. As saídas do volante-artilheiro eram bem raras até então, tanto que ele era o líder em minutos jogados com Tite. 

Com uma habilidade admirada por toda a seleção brasileira, Coutinho tem atuado exemplarmente como protagonista.

Na entrevista coletiva após a vitória por 2 a 0 sobre os costarriquenhos, Tite fez elogios à defesa e ao ataque, mas alertou: ainda não está satisfeito com o processo criativo da Seleção. Quer melhoras. Esse é o setor de Coutinho, mas o técnico, que é só elogios ao pupilo, não busca um substituto para ele. Busca, sim, um companheiro. 

– Em termos criativos e de construção (a Seleção) está devendo. Precisa ser mais equilibrado – decretou Tite.

Pendurado, assim como Neymar e Casemiro, Coutinho terá de se controlar nas próximas partidas. Se receber mais um amarelo até as quartas de final, vai desfalcar o Brasil na rodada seguinte.

BNC Esporte

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