CHAPADINHA: A discussão sobre as potencialidades dos solos maranhenses e a perspectiva de maximização da produtividade levou o curso de Agronomia da Universidade Federal do Maranhão, câmpus de Chapadinha, a sediar o III Encontro Regional de Ciência do Solo na Amazônia Oriental, Amazon Soil 2018, com o tema “O solo e o seu papel na sustentabilidade dos agroecossistemas”.

O encontro, que ocorre até o dia 29 de março, busca definir conceitos e tecnologias que agreguem qualitativamente e quantitativamente o setor agropecuário. O presidente do evento e coordenador do curso de Agronomia de Chapadinha, Gregori Ferrão, explica que o encontro deixa de ter um caráter muito científico e passa a se identificar com um caráter extensionistas.

“Tivemos de aporte de diversas empresas, principalmente aquelas de insumos agrícolas da região Meio Norte. Aqui em Chapadinha existe uma produção de quase cem mil hectares e com uma possível expansão de mais cem mil hectares, e essa possível expansão, já tem uma inserção no mercado dessa soja que vai ser produzida, desse milho ou de outras culturas que vierem depois dessas, como por exemplo, da lavoura pecuária-floresta”, explicou Ferrão.

Ele destacou que os solos dessa região têm uma característica na parte agrícola, conhecido como solos coesos, que são de dificílimo manejo e que, este manejo, até hoje não foi acertado, como no Rio Grande do Sul, no Paraná e no Mato Grosso, justamente porque os solos são bem difíceis de manejar. “A degradação que ocorre na região é uma coisa natural porque os agricultores buscam um manejo conservacionista que até hoje eles não acertaram. Esse viés de tentar interiorizar o evento, se junta a uma característica muito peculiar do solo da nossa região, que, além de ser difícil manusear, tem mais um problema, o fluxo de chuva que é de quatro meses, então, fazer uma agricultura conservacionista em um tempo de chuva curto é extremamente difícil”, pontua.

Durante o evento serão realizadas treze palestras com pesquisadores de diversos estados do Brasil, aproximadamente cem apresentações de trabalhos científicos, quatro minicursos e uma visita técnica. A reitora Nair Portela, na abertura do encontro realizado nesse domingo (25), ressaltou que a realização desta terceira edição em terras maranhenses. “Sediar um evento de grande porte e, promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, tem grande importância para as pesquisas realizadas na região das chapadas que é uma área produtiva e que precisa de investigação, além de ser uma área que precisa de estudos de solo. A programação está muito focada nas pesquisas do manejo do solo, da agricultura sustentável, e do grande avanço que tem que ser dado a esta região que tem um perfil diferente do que havia anos atrás”, disse.

O coordenador geral da produção sustentável do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mychel Ferraz, lembra que a conservação do solo é um tema de grande relevância para o Brasil. Segundo ele, é importante esse interesse da UFMA em se tornar um ponto focal nessa área de reestruturação do solo maranhense. “No Ministério da Agricultura, temos diversos programas que envolvem esse tema, logo eu acho essencial a participação da Universidade ser o foco desses trabalhos no Maranhão, que é um estado que tem muito a ser desbravado, que tem muita terra para ser trabalhada e, trabalhando com sustentabilidade e preservação, acredito que tem tudo para dá certo no Estado, principalmente com a vinda de outros empreendimentos que servirão para alavancar a economia do Maranhão”, afirmou.

As palestras de abertura ficaram sob a responsabilidade dos professores Emanuel Gomes, do Mestrado em Ciência Animal do câmpus de Chapadinha, que ministrou a conferência “Manejo dos solos de baixa fertilidade natural, tendo em vista a intensificação sustentável da agricultura tropical”, e Altamiro Souza, da UEMA, com a palestra “As potencialidades e limitações dos solos do estado do Maranhão”.

BNC Geral

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