RIO DE JANEIRO – O fuzil calibre .50, capaz de derrubar uma aeronave e usado por um traficante num vídeo gravado no réveillon no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, tem preço estimado no “mercado negro” de R$ 50 mil, de acordo com investigações da Polícia Civil.

Nesta quinta-feira (4), representantes da Delegacia Especializada em Armas e Explosivos (Desarme) deram detalhes técnicos sobre a arma, que é de uso exclusivo das Forças Armadas.

Os agentes informaram que o fuzil tem capacidade de atingir um alvo com precisão a 1,8 km e tem “altíssimo” poder de destruição. A arma que aparece no vídeo sendo empunhada manuseada pelo trafican pode ser a mesma que aparece em uma foto ao lado de outro fuzil do mesmo calibre, também no Complexo do Alemão.

“Existe a chance de ser o mesmo, estamos investigando. O fuzil .50 se caracteriza por ser uma arma antimaterial, o que significa que ela é para ser utilizada contra alvos barricados, edificações, veículos, aeronaves. Não é geralmente utilizado contra alvos humanos”, explicou o delegado assistente André Leiras.

Entre 2015 e 2017, foram apreendidos dois fuzis deste tipo: “Apenas um estava em condições de atirar, o outro estava com um problema técnico”, afirmou Leiras. Nos Estados Unidos, a arma pode ser comprada por U$ 2,25 mil.

A polícia investiga a rota para a chegada dos fuzis, e também quem encomendou as armas. Em outros estados, o uso do armamento pesado para cometer crimes já é uma realidade.

“Em São Paulo temos notícia de que essa arma foi utilizada para roubos a carro forte, e no Nordeste também”, explicou o delegado. Segundo ele, porém, ainda não há registros de que o armamento tenha sido utilizado para cometer crimes no Rio de Janeiro.

O RJTV mostrou que, de acordo com as investigações, o fuzil chegou às mãos dos traficantes por meio de Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, um dos maiores fornecedores de armas para as favelas do Rio, preso em dezembro, no Paraguai.

Marcelo levava uma vida de luxo no país vizinho, financiada pela venda de armas. “A prisão dele é um baque muito grande para esses traficantes”, comentou Leiras.

Com Informações do G1 Rio

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