Estratégia inovadora no HU-UFMA fortalece boas práticas ao recém-nascido

GRANDE ILHA – Uma troca de olhar, um contato, um aconchego, uma segurança. Tão simples e ao mesmo tempo tão importante para o fortalecimento do vínculo mãe e bebê. O momento do parto é ansiosamente esperado e carregado dos mais diversos sentimentos. E o que a mulher mais deseja? Ter seu filho nos braços e ser a protagonista da sua história junto com o bebê. Buscando aprimorar a assistência a essa mulher, o Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), vinculado a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) implantou uma estratégia inovadora para o fortalecimento das boas práticas ao recém-nascido.

Trata-se de uma unidade móvel de cuidados neonatais, implantada no início de novembro. Quem já passou por essa experiência aprovou o serviço. É o caso da estudante Vanessa Silva, que teve seu primeiro filho, o Daniel Vitor, no dia 02 de novembro. “Ser mãe de primeira viagem é uma experiência nova e única, muitos são os medos, mas, quando nos deparamos com um cuidado especial, nos enchemos de força e segurança. Ter ainda na maternidade esse acolhimento mais humanizado, poder ter meu filho junto de mim o tempo todo foi uma grande alegria”.

A Unidade Móvel de Cuidados Neonatais foi fruto de um projeto de intervenção criado durante uma especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Cegonha em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A especialização contou com a participação de um grupo de profissionais do hospital, no qual surgiu o projeto “Boas Práticas de Atenção ao recém-nascido a termo saudável”.

Houve também uma série de discussões sobre essa temática no grupo envolvido com a Linha de Cuidado Materno Infantil do HU-UFMA, sob a coordenação da Divisão de Gestão do Cuidado e também impulsionado pela fase em que o hospital se tornava um dos candidatos a “Centro de Apoio ao Desenvolvimento de Boas Práticas de Atenção Obstétrica e Neonatal”, projeto de iniciativa do Ministério da Saúde.

O resultado foi a criação da unidade móvel que, na prática, trata-se de investimento em tecnologia leve para garantir a permanência do bebê junto da mãe o tempo todo, inclusive, durante os momentos de “cuidados mediatos”, ou seja, relacionados as medidas antropométricas, pesagem, aplicação de vitamina K, limpeza de coito umbilical e outros. “Antes, tudo isso era feito em uma sala separada e a mãe só tinha contato novamente com seu filho horas depois. Com essa nova proposta, esses cuidados são realizados ao lado da mãe e sob o olhar incansável dela”, relata a enfermeira Elisete Quinellato, idealizadora do projeto e gestora da Linha de Cuidado Materno Infantil,.

A líder de qualidade da Unidade Materno Infantil, Nilza Pinheiro, acrescenta que o bebê que nasce saudável precisa, inicialmente, apenas dos “cuidados imediatos”, tipo o contato pele a pele, o aleitamento na primeira hora de vida e o clampeamento tardio do cordão umbilical. “As evidências científicas mostraram a importância em se estimular o vínculo mãe-bebê mais precocemente possível, desde o contato pele a pele até o aleitamento na primeira hora de vida. Essas simples ações trazem benefícios inestimáveis para ambos, garantindo um maior vínculo, proporcionando maior segurança e tranquilidade”, relata.

A execução do projeto da unidade móvel foi possível pelo empenho de diversos setores do hospital, a exemplo da Divisão de Gestão do Cuidado, Unidade Materno Infantil e Unidade de Cuidados Perinatais. “A gestão apoia e está totalmente envolvida nisso, pois percebe os avanços que as equipes podem dar nesses processos de trabalho, utilizando a tecnologia leve. Nem só de equipamento de ponta vive um hospital. Em algumas situações com o pouco podemos alcançar o muito”, acrescenta a enfermeira Elisete Quinellato.

Estão sendo realizadas também contínuas capacitações com a equipe do centro de parto para que o conforto do bebê seja sempre uma prioridade. “Por meio dessas capacitações a equipe vai buscando o aprimoramento. A nova prática de prestar todos os cuidados junto a família, favorece também o vínculo do profissional de saúde com aquelas pessoas ali envolvidas”, afirma Nilza Pinheiro.

BNC Cidades

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