GRANDE ILHA – a – No Brasil, a música é uma das mais importantes manifestações da Arte e da Cultura nacional. A música brasileira é respeitada e apreciada nacional e internacionalmente. A música do Brasil reflete a diversidade cultural do país. Há um número praticamente incontável de nomes e estilos que fazem parte da história da música brasileira. Surgem novas tendências musicais e os ritmos se renovam, mas a criatividade musical característica do Brasil sempre se mantém.

As primeiras manifestações musicais foram religiosas (através das missões jesuítas). A história da Música Brasileira só pode ser contada a partir do período colonial com a mistura de vários estilos musicais entre os séculos XVI e XVIII: cantigas populares, músicas religiosas, fanfarras militares, sons de origem africana, músicas eruditas europeias e os cantos e sons tribais dos indígenas.

Curiosidade:

RITMOS

– LUNDU: De origem africana, uma musicalidade dos negros de Angola e do Congo, que trouxeram para o Brasil a sua tradicional dança da umbigada (semba, em quimbundo). Era um ritmo dançante e sensual que fez muito sucesso. Esse ritmo musical eram ouvidos nas festas que os negros realizavam na senzala. O ritmo foi tão empolgante que saiu da senzala e foi parar os subúrbios dos grandes centros.

MODINHA: De origem portuguesa. Era a música das cidades no período colonial. A modinha era uma mistura de Valsa, Polca (dança popular da Chéquia, da região da Boêmia. No século XIX esta região fazia parte do antigo Império Austro-Húngaro) e algo parecido com o Xote.

  • Principais nomes da Modinha: Lino José Nunes; Francisco da Luz Pinto; Guilherme Pinto da Silveira Teles; Padre José Maurício; Francisco Manuel da Silva.

CHORO: O choro ou chorinho nasceu da mistura do lundu, da modinha e da dança de salão europeia na segunda metade do século XIX, surgiu no Rio de Janeiro. O choro pode ser considerado como a primeira música urbana tipicamente brasileira e ao longo dos anos se transformou em um dos gêneros mais prestigiados da música popular nacional, reconhecido em excelência e requinte. Seu fundador foi o flautista e compositor Joaquim Antônio da Silva Calado.

  • Principais nomes do chorinho: Joaquim Callado; Anacleto de Medeiros; Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Villa-Lobos, Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo.
  • Primeira Composição: A polca “Flor Amorosa”, composta por Calado em 1867 é considerada a primeira composição do gênero. Desse conjunto fez parte Viriato Figueira, seu aluno e amigo e também sua amiga, a maestrina Chiquinha Gonzaga, uma pioneira como a primeira chorona, compositora e pianista do gênero. No estúdio da Rádio Mayrink Veiga, 1932, o jovem Manuel de Nóbrega, aos 19 anos (2º em pé da esquerda para direita) Carmen e Aurora Miranda (sentadas) segurando a flauta Pixinguinha.

– PIXINGUINHA: Alfredo da Rocha Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha (Rio de Janeiro, 23 de abril de 1897 — Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1973 – 76 anos), foi um maestro, flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro.

Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira. Contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva. Compôs a obra CARINHOSO entre 1916 e 1917 e a música LAMENTOS em 1928.

Curiosidade: BRASILEIRINHO de Waldir Azevedo, composição de 1947 é considerado o maior sucesso do chorinho no Brasil.

MAXIXE: O maxixe ou tango brasileiro, é um tipo de dança de salão brasileira criada por afrodescendentes que esteve em moda entre o fim do século XIX e o início do século XX. Teve a sua origem no Rio de Janeiro na segunda metade do século XIX, mais ou menos quando o tango também dava os seus primeiros passos na Argentina e no Uruguai, do qual sofreria algumas influências.

  • Principais nomes: Eduardo Souto, Sinhô, Sebastião Cirino, Romeu Silva, J. Bicudo e eventualmente, Chiquinha Gonzaga.

– CHIQUINHA GONZAGA: Francisca Edviges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga (Rio de Janeiro, 17 de outubro de 1847 — Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 1935), foi uma compositora, instrumentista e maestrina brasileira.

  • Foi a primeira pianista chorona (musicista de choro), autora da primeira marcha carnavalesca com letra (“Ó Abre Alas”, 1899) e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil.
  • Era filha da união de José Basileu Gonzaga, marechal de campo do Exército Imperial Brasileiro e de Rosa Maria Neves de Lima, filha de escrava alforriada. Contrariando a família, José Basileu casou-se com Rosa Maria após o nascimento de Francisca.

SAMBA: O samba foi criado no Brasil e sua origem são os batuques trazidos pelos negros escravizados, misturados aos ritmos europeus, como a polca, a valsa, a mazurca (dança tradicional polonesa em ritmo ternário, originária da Mazuria, região onde Chopin passou muitas temporadas durante a sua infância), e o minueto ou minuet é uma dança em compasso de 3/4, de origem francesa ou uma composição musical que integra suítes e sinfonias. De origem aristocrática, o minueto foi muito popular na corte de Luís XIV, difundindo-se pela Europa nos séculos XVII e XVIII. É uma dança caracterizada por ser alegre.

Inicialmente, as festas de danças dos negros escravos na Bahia eram chamadas de “samba”. Os estudiosos apontam o Recôncavo Baiano como o berço do samba, especialmente o costume de dançar, cantar e tocar instrumentos em roda.

– DONGA: Donga e Sinhô são responsáveis pela profissionalização da música brasileira, compuseram a música PELO TELEFONE em 1917. Registrado letra e Melodia na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro.

Curiosidade: Casa Edison foi a primeira casa gravadora no Brasil e na américa do Sul, fundada em 1900 por Frederico Figner no Rio de Janeiro. Hoje ODEON RECORDS como detentora.

Por Aroldo Andrade

BNC Cultura

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