BRASÍLIA – Em meio à intensificação dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, Brasil, Colômbia e México divulgaram, na sexta-feira (13), uma declaração conjunta pedindo um cessar-fogo imediato e defendendo uma saída política negociada para o conflito. O comunicado, publicado pelo Itamaraty, representa até agora a articulação mais significativa de grandes países latino-americanos em defesa de uma solução diplomática para a crise.
Na nota, os três governos ressaltam a importância de que divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia internacional, em conformidade com os princípios da solução pacífica de controvérsias. O documento afirma ser “indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato”, com o objetivo de abrir espaço para o diálogo e a negociação.
Os países também manifestam disposição para contribuir com iniciativas que fortaleçam a confiança entre as partes e favoreçam um processo de paz capaz de conduzir a uma solução política e negociada.
Pressão diplomática em meio à escalada militar
A declaração ocorre em um cenário de forte escalada militar. Ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã teriam provocado mais de 1.200 mortes, incluindo a do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, o Irã lançou ataques contra alvos em Israel e contra bases militares norte-americanas na região.
Nesse contexto, a posição conjunta de Brasil, Colômbia e México surge como um contraponto diplomático à crescente opção por ações militares.
No cenário internacional, Rússia e China também têm criticado publicamente as operações conduzidas por Washington e Tel Aviv, defendendo o respeito ao direito internacional e questionando a narrativa de que Teerã estaria prestes a desenvolver uma arma nuclear.
Ao mesmo tempo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, reforçou os apelos por um cessar-fogo e por medidas imediatas de desescalada.
Na América Latina, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, vinha articulando essa posição conjunta com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, buscando ampliar o apoio dentro da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos para pressionar pelo fim das hostilidades.
Segundo a imprensa mexicana, o eixo formado por México, Colômbia e Brasil também se coloca como possível mediador internacional, defendendo a proteção da população civil e o restabelecimento do diálogo como caminho para conter a escalada do conflito.
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