SÃO LUIS – O mercado de trabalho formal no Maranhão apresentou desempenho consistente em 2025, encerrando o ano com saldo positivo de 31.713 empregos com carteira assinada, segundo dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado reflete uma dinâmica favorável de contratações, com 290.702 admissões superando 258.989 desligamentos ao longo do período, indicando expansão do emprego formal no estado.
A análise setorial revela que o crescimento foi relativamente disseminado, com quatro dos cinco grandes setores da economia apresentando saldo positivo. O grande motor da geração de vagas foi o setor de Serviços, responsável por 17.158 novos postos, confirmando sua centralidade na estrutura produtiva maranhense e sua capacidade de absorção de mão de obra. Na sequência, destacam-se o Comércio, com 8.840 vagas, a Construção, com 3.824, e a Indústria, que contribuiu com 2.197 empregos. A Agropecuária, por sua vez, foi o único segmento a registrar retração, com perda líquida de 301 postos, sinalizando desafios estruturais ou conjunturais específicos do setor ao longo do ano.
Sob a ótica do perfil dos trabalhadores, observa-se que os homens concentraram a maior parte do saldo positivo, com 17.194 vagas, enquanto as mulheres responderam por 14.519, o que aponta para uma participação relevante, ainda que desigual, entre os gêneros. O nível de escolaridade também se mostrou um fator determinante: trabalhadores com ensino médio completo lideraram as contratações, somando 28.069 empregos, evidenciando a demanda do mercado por mão de obra com qualificação intermediária. Do ponto de vista etário, o destaque foi o grupo de jovens entre 18 e 24 anos, que acumulou 23.320 vagas, reforçando o papel do emprego formal como porta de entrada para a juventude no mercado de trabalho.
A distribuição territorial das vagas confirma a concentração econômica do estado. São Luís liderou com folga a geração de empregos, registrando saldo de 19.252 vagas e alcançando um estoque de 336,5 mil vínculos formais, o que consolida sua posição como principal polo empregador do Maranhão. Em seguida aparecem Imperatriz (1.306), Bacabal (1.254), Timon (932) e Balsas (786), municípios que também desempenharam papel relevante na interiorização do crescimento do emprego.
No contexto nacional, o desempenho maranhense acompanha a tendência positiva observada no país. O Brasil encerrou 2025 com saldo de 1.279.498 empregos formais, resultado de 26,59 milhões de admissões frente a 25,32 milhões de desligamentos. Todas as regiões e unidades da federação apresentaram crescimento no acumulado do ano, com maior contribuição do Sudeste, Nordeste e Sul, indicando um ambiente macroeconômico mais favorável à expansão do emprego formal.
Em síntese, os dados de 2025 mostram um mercado de trabalho maranhense em trajetória de recuperação e expansão, sustentado principalmente pelos Serviços, pela inserção de jovens e pela concentração urbana da geração de vagas, mas que ainda enfrenta desafios setoriais, especialmente na Agropecuária, e estruturais, como a redução das desigualdades de gênero e a diversificação econômica.
BNC Economia
