BACABAL – As buscas por duas crianças desaparecidas em um quilombo na zona rural de Bacabal, no Maranhão, entraram no 12º dia nesta quinta-feira (15). Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desapareceram no dia 4 de janeiro após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, localizado a cerca de 250 quilômetros de São Luís.
As crianças estavam acompanhadas de Anderson Kauan, de 8 anos, que foi encontrado no dia 7 de janeiro por carroceiros no povoado Santa Rosa, vizinho ao quilombo onde ocorreu o desaparecimento.
A área de buscas abrange aproximadamente 54 quilômetros quadrados, composta por mata fechada, terreno irregular, poucas trilhas, locais de difícil acesso, além de açudes, do Rio Mearim e de diversos lagos. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão iniciaram a varredura no Lago Limpo, área por onde as crianças teriam passado. Nesta semana, sete bombeiros e dois cães farejadores do estado do Pará foram enviados para reforçar as buscas. O Ceará também contribuiu com cinco bombeiros e quatro cães farejadores.
Cerca de 500 pessoas participam da operação, entre profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Exército, moradores quilombolas e voluntários. As equipes utilizam um aplicativo de geolocalização para mapear as rotas percorridas durante as buscas.
O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes, vinculado à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está em Bacabal desde domingo (11) para aprofundar as investigações. Entre os depoimentos colhidos está o de Anderson Kauan, que relatou ter deixado Ágatha e Allan no local enquanto buscava ajuda. Quando foi encontrado, o menino estava debilitado e sem roupas, mas exames confirmaram que ele não sofreu abuso sexual.
Profissionais responsáveis por perícias psicológicas e sociais também ouviram familiares das crianças na tentativa de reunir informações que possam auxiliar na localização de Ágatha Isabelly e Allan Michael.
BNC Polícia
