PAÇO DO LUMIAR – A oficialização da desistência de Lahesio Bonfim da disputa pelo Governo do Maranhão e sua entrada na chapa liderada por Eduardo Braide encerra um ciclo de especulações e confirma aquilo que o pré-candidato do PSOL ao governo do estado, Enilton Rodrigues, vinha afirmando há semanas: a aliança entre esses grupos políticos já estava sendo construída e apenas aguardava o momento mais conveniente para ser anunciada.
Em entrevista ao programa Xeque Mate, dias antes da confirmação, Enilton declarou que a movimentação dos bastidores apontava para a consolidação desse bloco político. A decisão de Lahesio, segundo ele, apenas retirou a última peça que faltava para tornar pública uma composição que já existia politicamente.
Com Eduardo Braide na cabeça da chapa, André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim disputando o Senado, Elaine Carneiro como pré-candidata a vice-governadora e o provável apoio ao projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o cenário de 2026 ganha contornos mais nítidos.
Na avaliação de Enilton Rodrigues, a nova composição desmonta o discurso de independência cultivado por parte de seus integrantes. Para ele, as diferenças que marcaram o debate público entre esses líderes ficaram em segundo plano diante da perspectiva de conquista do poder. “As máscaras caíram”, resume o socialista, ao afirmar que a aliança evidencia um projeto comum da direita e da extrema direita para o Maranhão.
Segundo Enilton, o agrupamento reúne lideranças que representam interesses políticos semelhantes e que agora deixam explícito seu alinhamento em torno de um mesmo projeto eleitoral. Para ele, a composição permite ao eleitor identificar com clareza quem representa a continuidade de um modelo político baseado em acordos de cúpula e na disputa por espaços de poder.
O pré-candidato do PSOL sustenta que o Maranhão precisa discutir outro caminho. Em vez de concentrar o debate na engenharia eleitoral das chapas, defende que a campanha deve enfrentar os problemas concretos vividos pela população: desemprego, fome, desigualdade, crise na saúde, dificuldades na educação, falta de infraestrutura e ausência de oportunidades para a juventude.
Na visão de Enilton, a eleição de 2026 deixará de ser apenas uma disputa entre nomes e passará a representar o confronto entre dois projetos distintos de estado. De um lado, uma aliança que, segundo ele, reúne setores conservadores e bolsonaristas em torno de um projeto de poder. Do outro, um campo que pretende priorizar políticas públicas voltadas à inclusão social, ao desenvolvimento econômico e à redução das desigualdades.
Para o dirigente do PSOL, a formação da chapa tem um efeito positivo: elimina ambiguidades e oferece ao eleitor um retrato mais transparente do cenário político maranhense. “Agora cada grupo mostrou de que lado está. Cabe ao povo decidir se quer um Maranhão governado pelos mesmos interesses de sempre ou construir uma alternativa voltada para quem mais precisa das políticas públicas”, conclui.
A consolidação dessa aliança, na avaliação de Enilton Rodrigues, inaugura uma nova etapa da disputa eleitoral no Maranhão. Mais do que uma simples composição partidária, ela explicita o alinhamento político de seus integrantes e reforça a necessidade de um debate profundo sobre o futuro do estado e os interesses que estarão em jogo nas eleições de 2026.
Imagem: Portal Voz do Horizonte
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