GRANDE ILHA – A morte de uma menina de cinco anos em Lajeado, no Vale do Taquari, levanta uma questão: como identificar que uma criança pode estar sofrendo algum tipo de agressão ou abuso? Em entrevista ao programa Estúdio Gaúcha na noite desta segunda-feira (6), a psicóloga e coordenadora do curso de Psicologia da Universidade La Salle, Camila Bolzan de Campos, disse que é preciso ficar atento se há mudança brusca no comportamento dos pequenos.

Crianças extrovertidas que de repente se mostram quietas ou mesmo crianças tímidas que se tornam irritáveis: em ambos os casos, são sinais de que algo diferente pode estar acontecendo.

— O pai e a mãe precisam estar atentos ao comportamento da criança. A criança que está mais quieta e resguardada do que o cotidiano, ela está apresentando algum sinal. Se a criança é disposta e extrovertida, conversa com todo mundo, e isso muda… Da mesma forma com uma criança supertímida que apresenta irritabilidade. O importante é observar a mudança — diz a profissional.

O crime em Lajeado choca ainda mais porque, segundo a polícia, o suspeito de matar a menor é um amigo da mãe dela. Para a psicóloga, a pandemia de coronavírus afastou as crianças de um espaço importante para a preservação da saúde delas: as escolas.

— Neste momento de pandemia, essas crianças que não estão ou não estavam frequentando as escolas ficaram distantes desses espaços de proteção. Muitas vezes, professores percebem o comportamento das crianças com facilidade. E quando a gente tem a criança em casa e o pai e a mãe saem para trabalhar, ela fica com pessoas que não são 100% de confiança — alerta.

Com informações GZH

BNC Brasil

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