GRANDE ILHA – Para marca o início oficial da campanha eleitoral, o partido Socialismo e Liberdade (PSOL) realizou na manhã de domingo,27, visita à comunidade de Cajueiro, zona rural de São Luís, para prestar apoio contra a opressão sofrida pelos moradores que vivem sobre a ameaça de perderem suas terras.

O ato teve como objetivo reafirma a postura política do Partido. De acordo com o candidato do PSOL à prefeitura de São Luis, Franklin Douglas, este é um ato simbólico que visa apoiar a população que resisti a um tipo de desenvolvimento que destrói a natureza e prejudica o meio ambiente. “Somos contra esse desenvolvimento que expulsa o homem do seu local de moradia, da sua agricultura familiar, do seu modo de produção”, enfatizou Franklin.

Desde 2014 que uma empresa chinesa quer a implantação de um porto privado na localidade. A comunidade de Cajueiro juntamente com a de Paranauaçu, Andirobal, Morro do Egito, Sol Nascente e Guaremanduba, lutam para continuarem a permanecer no local onde sempre viveram. Seu Joca Germano, 83 anos, morador há 40 anos em Cajueiro, criou seus 13 filhos tirando o sustento da lavoura e da pesca. “A gente tira o sustento é da terra e é justamente o que eles querem me tomar, esse pedacinho de terra. Eu vou até o fim nessa luta”, disse.

Já o senhor Carlos Augusto, 64 anos, também morador de Cajueiro, disse que nunca foi empregado, criou seus 8 filhos também tirando o sustento da lavoura e da pesca. “Se tirarem a nossa liberdade de trabalhar na terra, de pescar, de que nós vamos viver”, indaga, e acrescenta: “nossa dificuldade maior tá sendo causada por esses representantes que estão aí, eles não nos representam”.

A coordenadora de campanha do PSOL, Rielda Alves, diz que esse ato é uma reafirmação da posição política do Partido que aponta para um tipo de desenvolvimento que respeite a cidade, a comunidade e garanta o direito do território. “Não defendemos esse modelo de desenvolvimento de grandes empreendimentos que não tem preocupação com as comunidades que vivem na zona rural. Aqui, a gente ver que a construção de um porto privado está tirando o sossego, a tranquilidade e o bem viver dessas comunidade que habitam neste lugar há muitos anos.”, ressaltou Rielda.

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