SÃO LUIS – A história de Iomar Penza, de 46 anos, é contada pelo G1 e faz parte de um leque de reportagens sobre pessoas que sofreram as consequências das fake news e do segregacionismo durante a pandemia.

Iomar confessa que, no início, não respeitava totalmente as medidas de isolamento social e de uso de máscara.

Apesar de não negar a doença, só mudou de comportamento depois de a tragédia ter atingido a sua própria família: perdeu a esposa, os sogros e o irmão gêmeo, um enfermeiro que ficou famoso nas redes sociais por compartilhar mensagens anti-vacina.

“Quando começou a pandemia, a gente não acreditava muito. Continuamos trabalhando porque temos de trabalhar”, disse ao G1.

Foi através do irmão que Iomar contraiu a doença e, por sua vez, a transmitiu à mulher, grávida na época, e aos sogros. Ao 11.º dia da infecção, o bebê nasceu de cesariana. Nessa ocasião, apesar de Juliana ter 25% do pulmão afetado, “ela estava bem”, relata.

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Iomar e o filho, com cinco meses© Reprodução/G1

Contudo, quatro dias depois a situação complicou-se e acabaria por morrer. No mesmo dia, morreu também o irmão de Iomar, Anthony. Nas duas semanas seguintes morreram os pais de Juliana. Anthony não chegou a ser vacinado contra a Covid-19 e Iomar só foi depois de ter contraído a infecção.

Passados cinco meses, e sofrendo com a tragédia que se abateu sobre a sua família, Iomar apela a todos que se vacinem e que cumpram as regras sanitárias.

“Se não nos unirmos, a doença vai continuar a matar (…) É muito difícil. Eu fiquei com um bebê pequeno, de cinco meses, o Antônio. A saudade ainda é muito grande. O amor pela minha esposa é muito grande, pelo meu irmão, pela minha sogra, pelo meu sogro… Não desejo a ninguém o que eu estou passando”, desabafa.

Admitindo que podia ter-se “cuidado mais”, Iomar reforça a mensagem de que a doença existe e que não é “brincadeira” nenhuma. Trinta dias depois de ter vencido a infeção, Iomar foi finalmente vacinado contra a Covid-19.

O número de infeções, desde que a pandemia chegou ao Brasil, é de 21.697.341.  Morreram até agora  604.679 pessoas.

Fonte: G1

BNC Brasil

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