Até a decisão de 2021, marcada para 27 de novembro, o aguardado Palmeiras e Flamengo que dará o tricampeonato a um dos dois gigantes do futebol brasileiro, esta coluna reservará semanalmente espaço para contar um pouco da história da Taça Libertadores da América.

Uma história que começa com o Campeonato Sul-Americano de 1948, vencido pelo Vasco, cujo formato de reunir os campeões do continente inspirou nada menos que a criação da Liga dos Campeões da Europa, em 1955, hoje UEFA Champions League.

Em 1960, foi a vez dos sul-americanos olharem para a Europa e anunciar a volta do torneio continental, agora com o nome Copa dos Campeões da América, e mais, com a ideia de confrontar, no final do ano, o campeão sul-americano com o campeão europeu.

Ou seja, o nascimento da Libertadores foi também o nascimento do Mundial de Clubes.

Até 1964, o torneio sul-americano reunia somente os campeões nacionais. Em 1965, uma dupla mudança: a inclusão dos vice-campeões e a adoção do nome Libertadores da América, em homenagem a San Martin, O’Higgins e Bolívar.

Em campo, a década de 1960 foi marcada por quatro grandes campeões: Peñarol, Santos, Independiente e Estudiantes.

O Peñarol levou as duas primeiras edições, em 1960 contra o Olímpia e em 1961 contra o Palmeiras.

O time uruguaio foi destronado na edição seguinte, quando chegou novamente à final, mas encontrou ninguém menos que o Santos de Pelé. O alvinegro levou o título de 1962 e repetiu a dose em 1963, derrotando o Boca Juniors em plena La Bombonera. Até 1994, quando o Cruzeiro, com Ronaldo Fenômeno venceu por lá, essa vitória do Santos havia sido a única de um time brasileiro sobre o Boca em seu estádio.

Em 1964, foi a vez do Santos perder o reinado para o futuro bicampeão, o Independiente, que derrotou o Peixe na semi-final e sagrou-se campeão contra o Nacional de Montevidéu (em 1964) e contra o Peñarol em 1965.

Nesse formato que só continha os campeões nacionais, era mais fácil chegou novamente à decisão se o time fosse campeão da Libertadores no ano anterior, pois no ano seguinte ele já entraria nas semi-finais.

O Peñarol voltou a dar as cartas em 1966, batendo o River Plate, e o Racing levou o torneio de 1967, batendo o Nacional.

A década de 1960 termina com a hegemonia do Estudiantes de La Plata, o primeiro tricampeão consecutivo da Libertadores (1968 contra o Palmeiras, 1969 contra o Nacional e 1970 contra o Peñarol).

Na próxima semana, vamos relembrar a história dos anos 1970 da Libertadores da América.

Por Paulo Pelegrinni

BNC Esportes

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